Wednesday, January 28, 2026

Five Nights At Freddy's 2

 O classico videojogo de terror que viu a sua adaptação ao cinema no ano de 2023, com resultados criticos pessimos mas com uma boa resposta comercial, viu a luz do dia sua sequela no final de 2025 com resultados muito semelhante, o terror simpático não angariou adeptos junto da critica especializada mas comercialmente, tendo em conta a dimensão de introdução ao terror acabou por ter melhores resultados comerciais, fazendo com que seja mais que expectável num futuro proximo um novo episódio.

Sobre o filme podemos dizer que temos a mesma base do primeiro filme, um terror psicologico muito baseado no lado creepy dos bonecos que se tornam poderosos, com um terror simples, sem grande violência, ou não fosse uma serie adorada pelos mais pequenos. E uma introduçao ao cinema de terror sem grande conteúdo e em termos de argumento tudo é muito simples para chegar também a mesma população e isso acaba por tornar o filme bastante básico nos procedimentos.

Parece obvio que bonecos simpáticos mecanizados para matar, é um absurdo que torna a tarefa de efetuar um filme competente algo dificil e a produçao massificada, com um ou outro Easter Egg principalmente no casting é insuficiente para tornar o franchising em termos de abordagem apelativo. E o típico filme para ganhar dinheiro, mas fica a sensação que por vezes o filme não consegue criar uma abordagem de entretenimento tão grande para fazer tudo funcionar.

Um filme particularmente comercial, que vende bem a imagem dos bonecos no lado do terror, mas o terror juvenil, num momento em que o cinema tornou-se mais cru, mais estetico acaba por passar quase sempre desprecebido. Ao lançar-se em plena epoca natalicia, preenche um espaço mas pouco mais comercial, numa saga que ficara sempre marcada por um exercicio de rebeldia dos espetador do que propriamente pela capacidade de entusiasmar quem quer que seja.

O filme segue as personagens do primeiro filme, apos o evento em questão, com a descoberta de um novo restaurante onde os personagens adquiriram vida, o risco regressa e todos tem que se juntar para ir contra a maldição dos bonecos.

Em termos de argumento, esgotado o perceito inicial o filme acaba por criar algumas alterações que não são propriamente originais ou mesmo funcionais para criar uma possibilidade de luta. Muito pouco em termos de trabalho de personagens e mesmo na intriga, mas todos apenas queriam ver os bonecos.

Na realizaçao Emma Tammi regressa ao leme, uma realizadora de terror de estúdio, que tem a capacidade de fazer os bonecos serem duais para ambos os momentos, mas o terror juvenil nao e palco para grande creatividade e o filme nunca consegue ter esses momentos.

No cast a base do primeiro filme regressa com personagens simples, ja que os protagonistas, pelo menos visuais são os bonecos mecanizados. Um ou outro ponto novo, de atores com um passado no terror juvenil, mas que fica apenas pela curiosidade.


o melhor - O filme nao tenta ser denso

O pior - A historia de base ser o minimo garantido para funcionar


Avaliação - D+

 

Sunday, January 25, 2026

Marty Supreme

 Muitos dizem que lançar um filme em cima da buzina para uma temporada de prémios nunca é a melhor opção, mas este ano existiu um filme que contrariou esta ideia pre concebida, que foi este peculiar filme sobre perseverança a um ritmo alucinante. O filme foi conquistando a um ritmo alucinante publico e critica, sempre balançado pela entrada fulgurante na corrida aos premios pelo seu protagonista. Em termos comerciais o filme entrou com tudo e isso pode conduzir a uma corrida que parecia fechada no Oscar de melhor filme.

Marty Supreme é uma viagem numa montanha russa de uma adrenalina constante nas aventuras e desventuras do seu protagonista, o filme é original, irrequieto, rebelde, bem escrito, pautado por uma banda sonora incrivel do primeiro ao ultimo minuto, que nos faz prender à cadeira duas horas e meia que passam rapidamente porque temos o que de melhor o cinema pode fazer.

Isso tem a batura de uma intrepretação incrivel de Chalamet a um ritmo elevadissimo, com uma quantidade incrivel de emoçoes e palavras por metro quadrado, numa personagem que esta sempre a pensar no momento seguinte ou pelo menos reagir. Tem momentos em que a realização se torna protagonista num caos de emoções, situações mas que sempre comunicar de uma forma facil com um espetador que consegue tirar partido de tudo que o filme lhe dá.

E um dos grandes filmes do ano, curioso que os dois filmes do ano sejam ataques excentricos de emoções e situações descontrolados onde as palavras e as situações nos conduzem a um caos continuo. A capacidade do filme sem multiplo em todas as vertentes que o filme deve ter, conduzem a que seja facilmente um dos melhores filmes do ano.

A historia segue Marty aspirante a ser o melhor jogador do mundo de Ping Pong, ou Tenis de Mesa como ele prefere, mas cuja vida pessoal é uma confusao a cada minuto impedindo que as coisas tenham alguma consequencia fruto da sua imaturidade e de apenas pensar no momento.

O argumento do filme é incrivel pelas sequencias continuadas que o filme tem, pelos dialogos completamente despropositados com um propósito claro e ate consegue ter uma mensagem embora algo subtil da necessidade de racionalizar escolhas. Um dos argumentos mais originais e impactantes do ano.

Josh Safdie agora separado do irmão notou que a irreverência de Uncut Gems é dele, fica a sensação que temos muito mais desse filme aqui do que Bernie trousxe no seu Smashing Machine. UMa realização incrivel com momentos fortes como o segmento a preto e branco em japones ou a musica que pauta todo o filme

No cast temos um espetaculo incrivel de Chalamet, pela presença, pela eletricidade pelo deambular e montanha russa de emoções, pela quantidade de palavras, fazem da sua interpretação a mais que certa vencedora de Oscar. Um ator que tem muito mediatismo mas que aqui consegue sem duvida a interpretaçao de uma carreira. Apenas perde algumas cenas para A'Zion que merecia mais destaque na temporada de premios, porque sobressair com uma interpretaçao como a quem tem junto a si, não era quase possivel.

O melhor - A montanha russa de diversão e originalidade.

O pior - Safdie ter arriscado menos na originalidade de abordagem na segunda metade do filme.


Avaliação - A-

Wake Up Dead Man

 Rian Johnson cricou uma das sagas de maior sucesso dos ultimos anos, através da criaçao de um detetive partciular, inspirado nos classicos de Agatha Christie com elencos de primeira linha que nos ultimos dois filmes foram lançados diretamente na Netflix com um sucesso total da aplicação. Comercialmente tem sido na aplicação que o filme tem conseguido melhores resultados, sendo que, tambem criticamente as coisas tem corrido bastante bem, embora sempre as portas dos premios, o que ocorreu mais uma vez sem qualquer nomeaçao.

Sobre o filme podemos dizer que quem viu os primeiros dois capitulos sabe perfeitamente o que vai encontrar, muitos personagens, um crime, diversas motivaçoes e um enredo conduzido pelo particular inspetor Blanc para a resoluçao final. Aqui temos o lado catolico e da fe como ingrediente, num filme que funciona bem em termos entertenimento pois seguimos o misterio ate ao fim, embora nos pareça que o filme e algo longo adormecendo em alguns pontos, mas acaba por ser um filme que funciona na comunicação direta com o espetador.

Um dos segredos mais particulares desta saga e o naipe de atores e o que isso permite em termos de momentos de personagens, Aqui temos mais uma vez isso, fica a sensaçao que algumas personagens ate são desaproveitadas, mas a questao do quem matou e porque funciona se o filme tiver ritmo, e outros elementos humoristicos como este acaba por ter. Em termos de surpresa final é menor principalmente comparado com o primeiro filme.

Parece ser um a saga para durar pelo impacto comercial que o filme tem para a Netflix e pela capacidade critica que o filme vai amealhado. Sem a surpresa do primeiro filme em termos de abordagem, o filme acaba por conseguir cumprir os seus objetivos, sem nunca ser um filme de primeira linha. Sera uma saga que ficara associada a decada e tudo indica que nao ficara por aqui.

O filme leva-nos a uma pequena paroquia que esconde um segredo e que apos a morte do padre cessante o Inspetor Blanc tem de descobrir o que teve por tras de tal morte e as suas motivaçoes, num espaço onde todos tinham uma razao.

Em termos de argumento nota-se a clara influcencia de Christie na forma de escrita e mesmo na revelação final, ele não esconde isso e cada filme que passa mais parece uma homenagem atual nos nossos dias ao que a autora fez em termos de literatura e mesmo no cinema.

Na realizaçao Johnson dedicou-se a esta saga o que lhe rendeu ate ao momento dinheiro e alguma fama no genero. Começou em filmes de açao, nao foi brilhante quando foi ajudar Star Wars mas reconstruiu-se numa saga tradicional mas que conquistou o publico, veremos o que faz quando sair dela.

No cast uma autentica passadeira de estrelas. Craig criou um iconico e desajeitado inspetor, mas é sempre nos secundarios que este tipo de filme funciona melhor, aqui parece-me que os grandes destaques vão para O'COnnor em ascensão, com uma interpretaçao que domina o filme e sempre a intensa CLose no balanço do filme.


O melhor - O entertenimento tradicionial ainda funcionar nos dias de hoje.

O pior - Algo longo com alguns momentos pouco produtivos


Avaliação - B-

Friday, January 23, 2026

Sisu Road to Revenge

 Três anos depois de um curioso filme de ação com muita ação, violência e poucas palavras ter surpreendido o mundo do cinema, eis que a sua natural sequela com os mesmos ingredientes viu a luz do dia, contudo com muito mais mediatismo em face do sucesso do filme original. Criticamente o estilo cru e violento foi sempre conseguindo cativar a critica mais especializada. Comercialmente este segundo filme ficou aquem do primeiro, e isso fara dele naturalmente um flop comercial.

Sobre o filme eu confesso que gostei do primeiro filme pelo lado cénico e violento como uma peça de arte, mesmo que a historia, os dialogos e as personagens nunca tenham existido, era o expoente maximo de um tipo de cinema que virou moda nos ultimos anos principalmente depois do sucesso descontrolado de John Wick. Este era mais cru, mais vazio e esteticamente mais trabalhado e aqui temos os mesmos elementos mas com muito mais exagero.

Quem gosta de ver sequencias de ação interminaveis, pensadas em termos esteticos até ao limite não tendo que se importar muito com o porquê das coisas este filme encaixa totalmente nesse genero. A violênncia, mesmo verbal, as mortes levadas ao extremo e muitas sequencias que desafiam toda a logica de principio a fim, é redutor mas é tudo que o filme se propõem fazer.

Por tudo isto Sisu é mais do mesmo, achando que exagera muito em algumas sequencias, sendo a da agua e a recuperação das peças de madeira, um exagero a nivel colossal que é dificil perceber a razão. Existe filmes que marcam o seu ponto é apenas uma forma de ganhar mais dinheiro, o que neste caso nem aconteceu. Enfim um filme para ocupar o espaço e vincar mais o que foi feito no primeiro filme.

A historia segue a personagem do primeiro filme, agora com literalmente a casa as costas para regressar a um espaço da sua Finlandia depois da ocupação sovietica. Um general começa uma batalha com muitos recursos para impedir que tal aconteça.

Assim como o primeiro filme temos um argumento muito pouco trabalhado a todos os niveis. Temos uma ideia e luta, sem dialogos, personagens ou porque. E claramente redutor, mas o filme propõem-se em exclusivo a isso cumprindo o que se propôs.

Na realizaçao Helander repete todos os papeis do primeiro filme num espaço de autor. Nota-se a preocupação por uma camara interveniente procurando o espetaculo visual extremado a cada apontamento. Funciona, com algum exagero e se calhar mais violento do que artisitico quando comparado com o primeiro filme. E o trabalho da carreira, vamos ver o que se segue.

No cast Tommila volta a ser o heroi de serviço, funcionando principalmente no lado extremo visual, ao seu lado uma aquisição mais conhecida, concretamente Lang que dá o lado pérfido que o filme quer ao vilão extremado.


O melhor - O filme cumpre os objetivos da violencia artistica

O pior - Tem muito poucos ingredientes narrativos


Avaliação - C+

Thursday, January 22, 2026

Die My Love

 Estreado no ultimo festival de Cannes com muita expetativa este drama traumatico com um par mediaticamente de alto nivel recolheu boas avaliações da critica embora o publico não te tenha conetado de imediato ao filme, se calhar pelo caracter demasiado ambiguo que Ramsay tem de contar as suas historias. Assim e pese embora algum fulgor critico inicial, principalmente nos EUA, o filme foi perdendo esse lado mais vincado desaparecendo na luta pelos premios. Comercialmente, não sendo o campo onde o filme tinha mais atributos de base o resultado ficou muito aquem, relacionado com o caracter estranho que o filme acaba por ter.

Sobre o filme podemos dizer que temos um filme forte, intenso, que do ponto de vista de rutura da personagem e bem trabalhado, bem intrepertado numa opera desesperante de uma personagem no caos. Essa sensação de caos e desespero acaba por ser muito bem trabalhado e exibido no filme, que não tem medo de se esconder na maior parte do tempo, com momentos da dois de grande interpretaçao.

Posso concordar que o filme por vezes é ambíguo, que caminha para lados que não conduzem a nada significativo numa extravagância exagerada, mas esse caos e uma tentativa de entrada na mente de uma vitima de trauma pos parto, um tema que poucos filmes abordam, mas que este conduz a uma intensidade incrivel num filme significativo.

Por tudo isto e mesmo reconhecendo que é um filme dificil, muitas vezes visceral no caos da personagem, o filme trata a mente da interprete da forma que não exista qualquer duvida do seu percurso. O desespero do seu personagem par e algo que o filme também trabalha muito bem, sendo um filme vincado no quer transmitir e como o faz. Nao sendo uma obra prima e um bom filme sobre um tema muito relevante.

A historia fala-nos de um casal e na forma como a mente da mulher acaba por entrar no caos e na depressão total após o nascimento do filho dos mesmos, conduzindo a um desregular total de todas as vertentes da sua vida.

O argumento do filme tem uma tema muito concreto que o filme aborda de uma forma intensa, exaustiva, explosiva. Entramos completamente na mente e nos desvaneios da personagem e nesse particular o filme é muito interessante. Pode-se perder em eloquencias dos pensamentos da personagem mas e parte dessa passsagem.

Ramsay e uma realizador independente com um inicio com filmes demasiado ambiguos mas que principalmente depois de Lets Talk About Kevin tornou-se mais efetiva, com temas intensos que a mesma consegue potenciar com essa intensidade. nao sendo um filme mesmo esteticamente facil é impactante e isso faz com que o filme tenha essa capacidade de comunicar.

No cast temos um dominio total de Lawrence, uma das melhores atrizes da atualidade que nao tem medo de arriscar numa personagem completamente obsessiva, extremada num caos que ela consegue transmitir com toda a competencia. Pattinson encaixa bem no balanço do desespero, num filme que tem nas duas interpretaçoes principais um dos seus melhores alicerces.


O melhor - As interpretações


O pior - Divaga muitas vezes sem nada em concreto


Avaliação - B

Tuesday, January 20, 2026

Nuremberg

 Apresentado como um épico filme de guerra, a expetativa em torno deste projeto foi grande, quer pelo tema, mas principalmente por um bom elenco e a experiência dos seus produtores. Em termos criticos o filme estreou em alguns festivais com boas criticas mas insuficientes para lançar o filme na temporada de prémios com alguns problemas associados essencialmente a algumas incongruencias historicas. Comercialmente o filme também falhou com resultados muito escassos tendo em conta o tema e a dimensão do filme.

Nuremberg e um filme competente, com um tema forte, numa visão diferente, que funciona principalmente no impacto dual que o filme tem na personagem central. O filme e um carrossel emocional e sabe jogar muito bem com isso na comunicação facil com o espetador. E um filme impactante como as sequencias incriveis dos campos de concentração, pautado por um registo de Crowe ao seu melhor nivel. Podemos dizer que é um filme de comunicação demasiado simples, mas por vezes esse é o caminho mais claro para chegar ao espetador.

Por tudo isto temos um filme competente, poderá ser uma abordagem algo tradicionalista num momento em que cada vez mais se procurar diferença e objetos nunca antes explorados. Mas e um filme que nos cria inicialmente uma prespetiva humana do outro lado para depois nos explicar que tudo não é mais do que um narcisismo puro e humano, mais do que um terror monstruoso muito alem. O filme consegue bem, na parte final ir buscar o paralelo com a vertente atual do mundo.

Por tudo isto temos um competente e emocionante filme, bem realizado, impactante, de processos simples, que merecia mais atençao. Fica a ideia que estamos sempre a procura de alguma eloquencia e rebeldia nos filmes, deixando um pouco de lado quando os procedimentos simples resultam, e aqui isso é claro. Por tudo isto fica a ideia que era um filme que merecia mais atençao ja que é um dos grandes filmes do ano.

O filme fala do pos II guerra mundial, na redençao de Hermann Goring o numero 2 de Hitler e o seu julgamento de Nuremberg, sob o ponto de vista de um medico psiquiatrica que tenta perceber a mente do mesmo bem como impedir o suicidio deste.

O argumento do filme é interessante em varios niveis, no pos guerra, na forma como entra dentro da mente e prespetiva do outro lado da historia, no impacto emocional da historia, num filme competente em varios niveis já que pauta muito bem o registo emocional que quer transmitir.

Vanderbilt e um realizador ainda pouco conhecido, sendo essencialmente um argumentista de primeira linha, que aqui tem um bom trabalho, principalmente na parte grafica reconstituindo imagens iconicas. Reconheço que tem pouco risco mas e um filme que mesmo na realizaçao merecia mais atençao.

No cast Malek e talvez o ator mais repetivio que ganhou um oscar, já que temos sempre interpretaçoes iguais ja que tem maneirismo muito proprios e a sua personagem acaba por nao ser muito bem interpretada pelo carisma ou falta deles em alguns momentos. O filme funciona melhor quando é gerido na dinamica Crowe e Shannon, claramente noutra dimensão e intensidade.


O melhor - A capacidade de transmissão emocional do filme.

O pior - A forma como o algumas incongruencias historias tiraram ao filme algum impacto que merecia ter


Avaliação - B+

Saturday, January 17, 2026

It Was Just an Accident

 Premiado com o premio maximo no festival de Cannes, algo que nos ultimos anos tem conduzido a que fosse imediatamente um serio candidato aos premios maiores, este filme iraniano sobre o regime e sobre as marcas do conflito, com um estilo leve surpreendeu a critica especializada em Cannes acabando por sair vencedor. COmercialmente o filme saiu na temporada de premios novamente pela Neon com bons resultados, mas a ideia de ter sido o vencedor da Palma de Ouro garante sempre um resultado consistente.

Sobre o filme podemos dizer que seria facil fazer um filme pesado e duro sobre o tema que o filme tem, que é a vingança pelo regime e pelos trabalhadores dos mesmos que conduziram a diversas torturas, mas o filme acaba por ser diferente, ligeiro, muito associado a conversas e situações pouco esperadas, mas fica ideia que é um filme que só nos ultimos dez minutos consegue ter a intensidade esperada para um filme como este.

E um filme curioso sem duvida, mas fica também a ideia que o filme é pequeno demais para Palma de Ouro e ainda mais para o Oscars, porque o estilo de comedia de costumes não é tão incrivel e sedutora como Anora foi o ano passado, e porque fica a sensação que o premio foi mais uma mensagem politica para a carreira do seu realizador do que propriamente observar este filme como uma obra singular.

Nao obstante desta falta de espetacularidade acaba por ser um filme curioso, simples, leve, com um tema pesado que no fim aparece. O final aberto acaba por ser onde o filme tem mais autor, quando coloca o som como protagonista e dos deixa aberto ao que vem em seguida. Podemos gostar de personagens, momentos das mesmas mas nunca é uma obra de referencia mesmo no cinema oriundo da asia.

A historia segue um conjunto de pessoas marcadas por torturas passadas, pelas sua opçoes politicas que acabam por se reunir depois de um deles raptar aquele que pensa ter sido o seu torturador, contudo sem certeza de tal identificação.

O argumento do filme tem uma historia de base simples, muito politizada, nao fosse um filme de um ativista iraniano. As personagens são interessantes, diferentes e permitem momentos insolitos, numa quimica com bons momentos. O final tem um lado misterioso interessante mas nao e um filme que seja muito diferenciado nos seus momentos.

Panahi e um ativista Iraniano que filme o seu pais e os seus conflitos como poucos. Aqui temos uma realização que esconde, que é protagonista, sem grandes cuidados artisticos mas deixando as personagens interagir uma com as outras e com as camaras. E um bom trabalho sem ser espetacular.

No cast um conjuto de atores locais que funcionam com intensidade principalmente o interprete central Mobasseri que fica perdido como a sua personagem. Nao e propriamente um filme com interpretaçoes de excelencia deixando a intensidade final dos restantes ser os melhores momentos.


O melhor - Os ultimos dez minutos

O pior - Nunca ter dialogos tão incriveis para levar a dinamica das personagens para a obra prima


Avaliação - B

Friday, January 16, 2026

Predator: Badlands

 O Universo predados nos ultimos anos tem sido muito impulsionado quer por projetos diretamente estreados na Disney +, mas também por uma mudança, tentando explicar a origem do peculiar e iconico ser. Aqui temos um filme distante da realidade da terra, futurista, com um estilo próprio, procurando um entertenimento imediato. Este projeto surpreendeu com avaliações criticas positivas e comercialmente, sendo uma aposta de produtora o resultado foi bastante positivo, tendo em conta o facto de ser um projeto que tem sido lançado em streaming alguns pontos, e a falta de uma figura de primeira linha.

Confesso que a primeira parte do filme, no planeta de base da personagem não e muito interessante, fica a ideia que temos efeitos e CGI a mais, mas muito pouco sob a forma de pensar da personagem. Quando a ação passa para o novo planeta o filme consegue ser original, não só no lado peculiar da personagem que acompanha o protagonista, mas tambem na forma como a imaginaçao de espaços permite ação de primeira linha com alguns lados de ternura sempre importante para fazer o filme funcionar.

Um dos pontos que me parece que o filme não é tão forte acaba por ser na forma como se ligam historias, principalmente ao filme de base. Tirando a forma como encontra o manto e o que isso acaba por significar para o filme original, o restante fica um bocado solto, sendo dificil ligar a personagem ao que vimos no classico.

Por tudo isto mesmo pensando que a saga tem tido alguns filmes competentes no entertenimento, não sei se existe espaço para que se torne numa saga permanente de Hollywood. O aumento da qualidade tecnica permite um risco, que um filme de estudio consegue ter, mas as ideias, que já não sao muitas tornam-se vazias e aqui resulta apenas o lado do filme de açáo com muitos efeitos especiais.

O filme fala de um jovem predador que em busca da honra e vingança e enviado para um peculiar planeta cheio de riscos, apostado em encontrar um ser procurado pela sua raça de forma a revindicar a honra do pai, mas percebe que o mundo esconde muitos segredos.

Em termos de argumento a base da historia é simples, honra, vingança e união, muitos efeitos especiais e ação interminavel. Algum humor, mas pouca novidade num filme previsivel que funciona em muitas outras dimensões.

Na realizaçao Tratchenberg assumiu a saga e ja vai no terceiro filme, o primeiro no cinema com meios. E um competente filme sci fi com muitos meios, mesmo que nao procure uma abordagem artistica de assinatura. E um competente tarefeiro e isso deu-lhe esta saga para ele tentar revitalizar e está a conseguir.

O principal protagonista do filme é o CGI e a personagem central. Em termos humanos apenas temos Fanning, uma atriz em boa forma que tem um papel duplo, demonstrando alguma capacidade como heroina de ação que pode potenciar uma carreira em ascenção principalmente no lado dramatico.


O melhor - O entertenimento simples que o filme consegue

O pior - Pouca ou quase nenhuma ligação ao original


Avaliação - C+

Thursday, January 15, 2026

Springsteen: Deliver Me from Nowhere

 Anunciado com expetativa como o biopic musical do ano, algo que tem sido tradição todos os anos, o filme foi apresentado em diversos festivais com claras ambições de prémios, contudo pese embora a boa avaliação vocal do seu protagonista a mediania da maior parte das criticas colocou de lado grandes ambições de premios. Comercialmente procurou o seu espaço com resultados medianos, mas fica a sensação que hollywood esta um pouco farta do registo.

Sobre o filme eu compreendo a tentativa de alterar o biopic tipo dos ultimos anos, com mais ou menos extravagancia e aqui não temos propriamente um biopic, porque temos muito pouco da personagem para alem dos seus pensamentos consigo proprio na construçao artistica. Pode ser um filme mais concetual, mas e claramente um filme mais lento, repetitivo e vazio, mesmo que o risco de ´ser um filme diferente deva ser sempre assinalado.

E obvio que Allen White canta bem, mesmo com ajuta do auto tune com certeza, que temos um lado de Springsteen menos conhecido que o filme tenta ir buscar como uma introspeçao da personagem que torna o filme mais vago, com pouca capacidade de dar emoçao aos espetadores mesmo os fas de springsteen, já que o filme procura sempre poucos espaços e na maior parte das vezes fica a ideia que o filme e uma repetiçao da personagem a deambular sozinha com as mãos nos bolsos.

Por tudo isto temos um filme que desilude principalmente onde os biopics nao o podem fazer que é na capacidade de transmitir sentimentos a quem gosta do autor em questão. O filme deambula sem nunca dar a personagem. Ficamos a entender a melancolia e o rigor pela sua arte mas pouco mais, ja que tudo o resto fica um pouco fora da carreira do cantor.

A historia segue toda a produçao de Nebraska um dos particulares albuns de springsteen, o mais intimo com um estilo muito próprio do autor, e a forma como convenceu todos a fazer as coisas à sua maneira dentro da sua vivencia.

O argumento do filme e curto, muitas vezes vazio, tentando deambular a personagem sozinha nos seus pensamentos. Fica a sensação que o filme e uma analise do momento mais do que uma personagem e isso e muito curto num biopic de uma figura de referencia.

Scott Cooper e um realizador cheio de expetativa que na maior parte do tempo deixa sempre algo por fazer. Tem muitos filmes, casts de primeira linha mas fica sempre a sensação que algo falta nos seus filme e aqui o mesmo se repete, principalmente no exagero de sequencias a passear do protagonista.

No cast Allen White e um dos atores do momento, mas aqui e repetitivo, funciona bem musicalmente mas o filme nunca lhe pede mais recursos e isso e claramente pouco relevante para a expetativa. Sabe a pouco. Os secundarios sao competentes sem ser brilhantes.


O melhor - MOmentos musicais

O pior - O vazio da personagem


Avaliação - C-

Monday, January 12, 2026

Belen

 A submissão argentina ao oscar de melhor filme estrangeiro com um tema politico bastante interessante acabou por entrar numa segunda linha de candidatos principalmente tendo em conta o tema politico que trás, concretamente os direitos das mulheres, mas tambem pelo facto de ser uma produçao Prime, sob a chancela da MGM. Com criticas interessantes que têm por base algumas apresentaçoes em festivais o filme comercialmente teve resultados muito modestos embora em muitos circuitos tenha sido lançado diretamente na aplicaçao Prime.

A historia acaba por ser uma historia real, baseada num processo judicial entre uma mulher e uma advogada que abraçou a sua causa e a forma como tentou ganhar direitos civis as mulheres na questao do aborto. Fica a sensaçao que batalha juridica esta longe da forma a intensidade que outros filmes tiveram, nota-se os constrangimentos economicos do filme em alguns momentos de pressao publica, mas a historia e a base politica do filme acabam por ser competentes.

E um filme pequeno de um cinema que tenta chegar proximo do que se faz de melhor na america do sul e central, nota-se os constrangimentos economicos que uma produçao argentina sem os meios principalmente espanhois. Mas a historia de vida e das que tras impacto principalmente nas populaçoes femininas pela forma como vai buscar um tema que nas sociedades ocidentais ja esta como adquirido.

UM dos problemas do filme e que para alem do imbroglio juridico da questao, quase patetico, faltando perceber se romantizado ou nao para efeitos de filme, algumas respostas nao ficam por dar e ai o filme fica um pouco incompleto. Muito mais uma historia sobre um assunto do que propriamente um filme artistico como outros que normalmente saem nesta altura e um filme que cumpre sem nunca ser brilhante.

A historia fala de uma advogada que aceita defender o caso de uma mulher presa por alegadamente ter provocado um aborto em pleno hospital a qual nunca foi alvo de uma julgamento com provas concretas e que coloca nos temas centrais do pais a discussao do direito ao aborto.

Em termos de argumento temos um filme com uma historia real, impactante principalmente pela defesa do lado anonimo da principal interveniente. O filme e um pouco adornado para o impacto politico e isso tira algumas respostas que penso que deveriam ter sido dadas.

Na realizaçao do filme temos Dolores Fonzi que tem aqui um projeto muito pessoal com trabalho nas tres vertentes principais do filme E uma atriz reconhecida no panorama do cinema sul americano que tem aqui uma realizaçao possivel, sem grandes meios deixando a historia fluir. Uma entrada razoavel de risco para mulheres.

No cast FOnzi interpreta uma advogada destemida de forma competente sem deslumbrar, acaba por ser Camila Plaate que funciona melhor numa construçao mais sofrida na personagem coraçao do filme.


O melhor - A forma como o filme aborda uma questao sempre pertinente politicamente

O pior - Muitas perguntas por responder


Avaliaçao - C+

Train Dreams

 

A Netflix entre Outubro e Novembro gastou todas as balas, ainda que com formas diferentes de potenciar o real valor de cada um dos seus filmes na temporada de prémios. Este pequeno filme, estreado com muito boas avaliações em Sundance, foi um dos filmes que entrou para o leque de candidato sem nunca ser uma aposta principal. No fim acabou por ser o filme mais bem avaliado criticamente de todos, mas fica a sensação que comercialmente foi sempre algo pequeno demais para altas ambições.

Sobre o filme temos um filme sobre uma personagem, contando como uma fábula sobre um homem comum e a sua importância para o desenvolvimento do mundo. Uma pessoa incognita marcada pela dor ao longo dos anos, parado no desenvolvimento. O filme é uma biografia do mundo rural, fora do olho de todos, mesmo que a sociedade se desenvolva e isso faz do filme bonito, que nos deixa desconfortável, que nos dá emoção e angustia de uma forma como poucos filmes o conseguiram fazer.

E um filme triste mas que nos deixa preso às aventuras, ou à escolha do protagonista de ser uma arvore morta, as metaforas do filme, a realização e a fotografia são interessantes, dão ao filme uma dimensão filosofica que por vezes até adormece o espetador no marasmo do personagem. Mas esse é o objetivo para o lado final, para a conclusão de um propósito, de um filme dificil mas impactante.

Numa altura em que o cinema tem dificuldade em contar historias para além das histórias, este filme consegue fazé-lo como poucos, na forma como conta uma historia comum de dor e de perda mas que tem por trás o desenvolvimento da humanidade às mãos dos seus obreiros apagados, um filme para nos fazer pensar e emocionar. Um dos grandes filmes do ano.

A historia fala de um trabalhador de estradas e linhas de comboio que após um trágico acontecimento decide ficar à espera de respostas enquanto o mundo totalmente à sua volta se desenvolve a um ritmo impressionante.

O argumento do filme é interessante, a forma da historia contada como se de um documento histórico se tratasse. E um filme que traça um paralelismo de contraste que funciona pela capacidade do filme emocionar como poucos, com muita capacidade de fazer sentir.

Na realizaçao Clint Bentley regressa à realização depois de alguns sucessos na escrita, principalmente em Sing Sing, temos uma realização bonita, ritmo baixo, em que o contexto é um dos interpretes do filme, Temos uma capacidade de transmitir que vai para alem das palavras e Bentley e um realizador de emoções como poucos conseguem ser.

No cast Edergton tem uma interpretação completa, leva o filme ao seu ritmo, no desaparecimento da sua personagem. Muitas vezes valoriza-se interpretações histéricas, quando outras em que se trabalha nos silencios são mais dificeis. Este ator consegue como poucos funcionar neste registo e mereceia mais atenção, pois é o coração do filme. Os secundários suportam sem serem muito brilhantes.


O melhor - A diferença de tudo entre a personagem e o mundo

O pior - O ritmo baixo pode esconder muitas virtudes


Avaliação - B+

Sunday, January 11, 2026

Sirat

 Pedro Almodovar começa a ser produtor e a tentar lançar outros autores no seu estilo de cinema que tem nesta coprodução espanhola e francesa uma aposta, depois de conseguir estrear na sempre complexa montra de Cannes com excelentes avaliações, o filme surgiu mencionado em algumas listas com um dos melhores filmes internacionais do ano, embora me pareça que seja dificil a nomeaçao ao oscar. Em termos comerciais o filme teve um bom resultado principalmente na europa onde o selo Almodovar pode ter dado essa alavanca.

Sobre o filme podemos dizer que ao inicio alimenta o misterio, custa a perceber as personagens que analisamos numa fase inicial pelo caracter deslocado, ou mais que isso pela sua forma fisica estranha. O filme depois acaba por alterar indo para alem do aspeto fisico das personagens acabando por dar o lado mais pessoal de cada um, onde o filme acaba por ser uma verdadeira cebola, que no limite chega ao que mais humano as personagens tem.

E um filme dificil, a primeira meia hora quase instrumental tecno e um espetaculo de excentricidade que não e propriamente facil de desvendar, alias o filme não tem uma intriga propriamente dita, mas sim personagens a movimentar-se pela sempre dificil africa norte, em grupo tentando fazer ligações numa luta pela sobrevivencia. Em termos de situações de panico o filme funciona e acima de tudo nas ações surpreendentes que vai tendo.

Nao sendo um filme de impacto total, quando acabamos de ver o filme, ele surpreende em momentos com ações completamente imprevisiveis, isso faz com que o filme se perca naquilo que são os fundamentos centrais da sua historia e para onde esta quer ir, mas isso não deixa de permitir que principalmente no seu desenvolvimento o filme recorra a momentos de muita intensidade.

A historia fala de um pai e um filho que se deslocam a ate uma rave no norte de africa para tentarem encontrar a filha perdida, e acabam por integrar um grupo de pessoas particulares com deformidades fisicas e da vida que os conduzem a uma road trip de sobrevivencia contra as especificidades politicas e geograficas do espaço.

O argumento e silencioso, nao tem muitos dialogos as personagens apresentam-se e unem-se nas suas ações e o filme vai-se desenvolvimento sem qualquer previsibilidade o que faz com  que seja dificil perceber a intriga central do filme, mas o seu risco é evidente.

Na realizaçao temos Olivier Laxe um jovem realizador frances que acabou por ser a aposta de Almodovar para assumir esta sua produção. O filme tem ritmo, tem conceito, tem momentos em que deixa o espetador preso ao chão. Um bom trabalho de apresentação a um nivel mais alto.

No cast e um filme onde as interpretações fisicas dominam a performance muito associadas a uma caracterização impactante. Nao tendo grandes dialogos o filme acaba por ser dominado por performances interligadas que vão de encontro ao que o filme quer.

O melhor - Os momentos impactantes de risco

O pior - O filme acaba por perder o norte do que quer transmitir pela capacidade de surpreender


Avaliação - B-

Saturday, January 10, 2026

Now You See Me: Now You Don't

 Doze anos depois de um filme sobre magicos ter sido um dos objetos de entertenimento mais interessantes de 2023 e depois de uma sequela bem mais modesta surge um novo filme, com a equipa original e um grupo de seguidores com tres atores mais novos. Criticamente as coisas nao correram bem com uma mediania que principalmente não entusiamou quem gostou do primeiro filme. Comercialmente os resultados ate foram razoaveis principalmente porque este contexto de entertenimento facil nem sempre é facil de encontrar.

Sobre o filme, um dos aspetos mais interessantes do filme original era a ilusão, o estilo e a quimica do grupo. Neste filme so temos a primeira parte, a quimica do grupo perdeu-se porque as personagens ficam centradas apenas nos elementos que funcionaram e pouco mais, sendo que são os mais novos que resgatam os melhores momentos grupais. Fica a necessidade do filme de ir buscar todos os elementos do passado mesmo que não desenvolva de forma particular nenhum deles.

Resulta melhor o lado de entertenimento de esconder para mostrar como aconteceu, embora por vezes com um exagero fora do comum principalmente comparado com a consistencia do primeiro filme, ja que no segundo esse problema ja residia, temos um grupo maior de cavaleiros mas fica a sensação que muito fica por esclarecer principalmente no que diz respeito ao porque da antagonista.

Um filme de entertenimento simples, de uma saga que pelo menos no primeiro filme se mostrou competente. Temos um bom cast, mas fica a ideia que o exagero tornou-se dominante tirando algum fulgor ao filme, ainda para mais porque o terceiro filme de uma saga deste genero quase nunca poderia trazer grande novidade.

O filme trás-nos o regresso e reunião dos cavaleiros, pelo menos a maioria deles quando são lançados por um grupo de jovens que os tenta imitar, mas o olho tem um plano maior para eles que tenta roubar o maior diamante da historia.

O argumento do filme tem o lado da ilusão em que esconde partes que até funciona em alguns momentos, mas perdeu-se o lado mais real dos truques, e a quimica dos personagens que ficaram monocordicos principalmente os mais antigos.

Na realizaçao o projeto é assinado por Fleischer um realizador com alguns sucessos na ligação da comedia com ação que assume aqui o papel na saga sem ser particularmente diferenciado. E um trabalho de tarefeiro o que é pena porque principalmente quando surgiu Zombieland deu a impressão que poderia ser mais.

No cast nota-se que os atores nao deram grandes impulsos as personagens dos primeiros filmes, principalmente Franco e e Fisher que parecem surgir apenas para cumprir calendario. Nos novos elementos Smith encaixa bem no papel que o filme lhe quer dar, Sessa tenha ganhar minutos depois de Payne o ter descoberto, mas nunca sera neste tipo de filmes que crescem como atores.


o melhor - ALgumas ilusoes

O pior - O exagero da mesma e a perda de quimica do grupo


Avaliação - C

Friday, January 09, 2026

Nouvelle Vague

 Estreado em Cannes o primeiro de dois filmes de Linklater no presente ano, este tinha um proposito muito proprio para aquele festival, homenagear o movimento de cinema exprimental que ali surgiu na rodagem de uma das suas obras de referencia. O filme teve boas criticas, como alias tem sido habitual em quase tudo que o realizador faz, mas foi um filme como o proprio filme de base, algo exprimental dai que nunca tenha surgido propriamente a serio na temporada de premios com uma ou outra nomeaçao. Comercialmente nunca foi um filme de multidoes e os resultados foram muito curtos principalmente pelo realizador em questão.

O filme começa com um formato a preto e branco que é para capturar a essencia do filme que se baseia, ou do qual quer transmitir a sua produção, é uma escolha inteligente porque leva o espetador para aquele distante espaço temporal. Em termos narrativos, parametros onde normalmente Linklater e forte penso que o filme é menos trabalhado do que outros do realizador, principalmente o recente Blue Moon, dai que mesmo sendo mais concetual penso que o resultado final é menos impactante.

A lingua francesa faz o filme também ser algo mais lento, para quem esta habituado a trabalhar noutra lingua, nota-se essa dificuldade em alguns momentos na fluencia e ritmos dos dialogos. Mas mesmo para quem ve essa epoca do cinema muito longe o filme tem a capacidade de alimentar essa curiosidade muito pela particularidade do protagonista e pela forma como se percebe que a quimica entre os intervenientes foi crescendo.

Por tudo isto mais que um filme de excelencia que penso que nunca é, fica a uma homenagem em estilo proprio a um tipo de cinema que marcou o seu tempo. Se calhar muito longinquo da maior parte das pessoas a sensação que fica é de um filme ou uma epoca onde Linklater se reve, mas penso que nos dias de hoje está algo isolado nesta forma peculiar de ver cinema.

A historia trás-nos toda a produçao de Acossado um dos filmes referentes de Jean Luc Godard desde a forma como foi empurrado para essa necessidade bem como a forma como tudo foi produzido ao seu estilo, com pouca interferencia da produçao, num processo no minino complicado.

Dizer que o argumento de um filme de Linklater até pode ser um dos parentes pobres nao e propriamente muito comum, mas é claro que neste filme esse problema acontece. Se calhar por ser um filme falado numa lingua nao nativa fica a sensação que as palavras nao saem ao ritmo habitual principalmente no dialogos entre personagens.

Linklater e mais que um excelente realizador o verdadeiro exprimentalista de Hollywood com conceitos que poucos se atrevem. Aqui sai da sua zona de confronto com a escolha numa lingua diferente e mais que isso num preto e branco onde tambem nao tinha experiencia. Esteticamente sai um filme interessante de um realizador com diversas virtudes.

No cast poucos nomes de conhecimento publico geral, com escolhas do cinema frances competente, bem caracterizadas para o efeito e a jovem Dutch a tentar uma personagem num cinema de autor depois de diversas passagens por um cinema comercial. Nao me parece ter sido um filme prodigo em interpretaçoes de referencia.


O melhor - O exprimentalismo em que LInklater baseia a sua carreira

O pior - A forma como os dialogos por vezes nao fluem


Avaliação - C+

Thursday, January 08, 2026

Truth & Treason

 Num ano onde a Angel voltou para um espaço pouco relevante do cinema global, não obstante dos diversos lançamentos de biopics sobre historias de vida de pessoas com feitos relevantes contado de uma forma quase mecanica eis que no final do ano surgiu mais um filme em plena 2 grande guerra sobre o mais jovem condenado a morte na alemanha nazi e os fundamentos de tal decisao. Criticamente nunca os filmes da Angel são particularmente relevantes e este também não foi embora normalmente o publico mais conservador goste. Em termos comerciais sem grandes figuras, tem uma serie de seguidores que permite o mesmo tipo de resultados proximo dos cinco milhoes de dolares que da para pagar o filme mas longe do sucesso dos filmes mais vendidos da produtora.

Este filme é um tipico ANgel Studio, uma historia relevante, de coragem, uma apontamento historico moralmente muito importante de assinalar, mas um filme by the book com dificuldade de ser realista no que quer realmente contar, mas que consegue ser sentimental, pesado, não cru e isso acaba por satisfazer a novela triste que o filme quer ser e nisso os filmes da Angel vão sempre no mesmo sentido.

E obvio que de quem espera risco, abordagem artistica, um filme que tente ir para alem da historia simples, nunca este genero de filme resulta, pelo formato totalmente rigido de frases simples, cenas curtas e dialogos preenchidos por chavões que conduz a que falte sempre algo em termos de capacidade de chegada a patamares mais diferenciados do cinema enquanto componente artistica.

Num momento em que a sociedade se tornou mais conservadora em termos de ideias, o espaço à ideologia, principalmente catolica tem sido bem sublinhada na sociedade americana e claro no cinema. Obvio que normalmente estes tipo de filmes propaganda perde na sua capacidade de serem aperciados pelo seu espaço standartizado longe do que o cinema poderia ser como manifestação de arte.

O filme conta-nos a historia de Helmuth Hebener um jovem alemão em pleno dominio nazi que apos o desaparecimento de um seu amigo judeu tenta perceber noticias de outros locais, proibidas na região e tenta passar a palavra contra os fundamentos nazis.

O argumento do filme tem por base uma clara historia de coragem que merece o seu sublinhado. Se calhar era uma historia que merecia mais rigor, mais trabalho, mais contexto do que as frases feitas tipicas da Angel, mas se calhar e por motivos religiosos foram eles que deram luz este projeto.

Na realizaçao temos alguém associado ao cinema religioso que ja se tinha dedicado a esta parte da historia em televisao e agora a Angel apostou numa longa metragem. Pouco risco, um cinema simples, sem arte ou rebeldia, tipico de um tarefeiro da Angel.

No cast a Angel começa a ir buscar alguns atores em fim de linha mas tem dificuldade em primeiras escolhas, um leque de quase desconhecidos a procura de espaço, mas que normalmente roteiros pouco trabalhados não dão.


O melhor - A Angel tem a capacidade de ir atrás de historias meritorias.


O pior - A forma como as concretiza é sofrivel


Avaliação - C-

Wednesday, January 07, 2026

If i Had Legs I'd Kick You

 Uma das sensações independente da temporada de premios foi este pequeno filme sobre o burnout de uma mãe de familia perante exigencias profissionais, solidão e necessidade de apoio a uma filha doente. Um filme que estreou em pequenos festivais com boas avaliações que foi subindo na exigencia sempre com bons resultados, acabando por ser Rose Byrne uma das figuras maiores à eventual nomeaçao para o Oscar. Comercialmente sendo um filme independente o resultado foi sofrivel se calhar suficiente para retirar a atriz dos premios maiores.

Sobre o filme podemos dizer que funciona principalmente a reboque da personagem principal que vai conduzindo o filme pela sua intensidade ao longo de toda a duração do filme. Com a entrada de diversos pontos, com o aumento da tensão a personagem e o filme vão acompanhando o ritmo com exagero, num terror psicologico latente que acaba por deixar o filme num bom balanço.

Por tudo isto temos um compentente filme alicerçado numa personagem construida para dominar temporada de premios. Podemos considerar Bryne competente mas penso que qualquer atriz com mais recursos poderia conduzir a interpretação e o proprio filme para caminhos muito mais intensos.s Fica a sensação que por vezes a personagem fica sozinha e que isso não é propriamente benéfico para levar o filme para a excelencia.

Um filme atual, sobre um problema muito pertinente, num estilo de filme independente. A sua conclusao esta longe de ser brilhante tirando algum impacto final ao filme. Nao obstante deste senão um filme impactante levado ao limite, que deve ser visto e pensado sobre o papel da saude mental na eventual prestação de cuidados.

A historia fala de uma mãe da familia que luta contra uma efermidade cronica da filha que apos um acidente domestico tem de ir viver para um motel, enquanto o seu trabalho e os seus pacientes ficam cada vez mais exigentes num caminho total para o burnout.

O argumento do filme acaba por ser o epicentro do filme, desde logo na construçao da personagem central até ao momento em que os conflitos começam a surgir ponto apos ponto. E o elemento mais interessante e intenso do filme na forma como a personagem se desenvolve.

Na realização o trabalho está a cargo de Mary Bronstein uma jovem realizadora independente que tem uma interpretação com alguns elementos de estilo, concretamente o facto de conseguir esconder a personagem infantil, mas mais que isso a capacidade que acaba por ter de dar a primazia ao degradar da personagem central. A seguir.

Em termos de cast Bryne tem um papel vistoso, que domina o filme, surpreendente na sua carreira mas fica a sensação que poderia ser mais trabalhado com uma atriz mais forte. E um daqueles filmes dominado pela interpretaçao mas fica a sensação que podia ser mais.


O melhor - O burnout completo da personagem


O pior - A forma como o filme acaba por ficar perdido no seu final


Avaliação - B-

Monday, January 05, 2026

Chainsaw Man - The Movie: Reze Arc

 O final do ano dois mil e vinte e cinco ficou marcado por uma clara invasão do cinema anime japonês aos mercados maiores do cinema, com pelo menos tres projetos, os quais tiveram como base series de sucesso que acabaram por conduzir a longas metragens. Um desses projetos foi a continação de Chainsaw Man, agora como nova antagonista e com todos os predicados da serie. Criticamente pese embora fosse um episodio maior os resultados foram competentes com a critica sempre proxima deste tipo de projetos. Por sua vez comercialmente nos EUA os resultados foram medianos mas o dominio oriental conduziu a que se tornasse num dos maiores projetos do ano.

Sobre o filme podemos dizer que temos a base normal da Anime japonesa, com todos os elementos esteticos e ao mesmo tempo concetuais, numa mistura entre os sentimentos reais com seres mitologicos, sensualidade e violência, num filme curto que entra bem, até descontraido mas rapidamente se torna no mais tradicional anime e aqui, num gosto muito pessoal, penso que o filme funciona menos para a população em geral.

Claro que com cada vez mais fãs de anime seria facil perceber que este mercado emergente iria funcionar de uma forma global com projetos maiores. Aqui temos isso, se calhar sem o carisma dos filmes de maior dimensao como Demon Slayer mas com a mesma ambição temos o nascimento de um genero que parece ter vindo para ficar, mesmo que exista muita similaridade entre todos os projetos.

Ou seja um filme que vai de encontro a quem gosta de Anime, mas que não seduz quem não seja proximo do conceito. E um registo simplista que explora principalmente na segunda fase a violência continuada mas sem grande trabalho das personagens.

O filme fala de Denji ja com coração de demonio e a forma como luta entre a mulher dos seus sonhos e uma estranha mulher que conhece ao abrigar-se da chuva mas que acaba por ter por trás outro tipo de ambiçoes relativamente a ela.

O argumento do filme e o tipico Anime, muitas componentes subnaturais exploradas ate a exaustão ate ao momento em que extingue a componente humana que o filme tem na primeira metade. Parece-me para o meu gosto mais funcional a primeira parte que as seguntes.

Na realizaçao do projeto temos Yoshihara ligado a outro projeto que teve essa exploração do mercado concretamente Jujutso Kaisen, explora o lado visual da anime tradicional adulta com pouca novidade. Ficara ligado ao estilo veremos se com a mesma expansaõ.


O melhor - A primeira meia hora de filme, descontraida.

O pior - Torna-se num standar anime japones


Avaliação - C

Sunday, January 04, 2026

Spongebob Movie: Search for Squarepants

 Spongebob e uma das sagas de maior sucesso da Nickelodeon ao longo do tempo, dai que de tempo em tempo em alturas festivas surja mais um filme de forma ao franchising conseguir mais meios economicos. Este natal surgiu um novo filme, com o mesmo estilo que normalmente ate funciona no plano critico, sendo que em termos comerciais sendo o natal uma epoca onde familias se deslocam ao cinema o resultado foi positivo sem ser brilhante, mas também ja vamos pelo menos no terceiro filme da saga,

Sobre este projeto e claro para quem viu os anteriores que temos muito pouco de novo, temos as mesmas personagens com o mesmo estilo, uma tecnica de animaçao mais apurada mas sem grande risco artistico, uma historia simples, para potenciar os disparates de todos, algumas gargalhadas, pouco sentido e uma possibilidade de uma familia ir junto ao cinema.

E um filme sem grandes ambições narrativos, alias fica a clara ideia que este filme é uma clara forma de ganhar dinheiro sem pensar muito, apostando num episodio grande sem grande diferença, sem grandes atores, e acima de tudo uma melhoria estetica que não é suficiente para dar ao filme uma existência propria muito particular.

Ou seja um filme simples, de uma saga longe no tempo e ja no cinema, sem grande novidade, onde o efeito surpresa do caos normal da saga desapareceu e acaba por ser apenas uma forma de reunir gerações no cinema como nos filmes anteriores, mas longe do sucesso que já vimos nos primeiros filmes, e sem grande novidade para alem de um episodio grande.

EM termos de historia Spongebob e Patrick avançam numa aventura junto de  um pirata que quer quebrar a sua maldição e regressar ao mundo dos vivos, sendo que o seus amigos seguem-nos no tentido de os resgatar.

O argumento do filme é totalmente o mais simples possivel em termos de narrativa, é apenas um motivo para as personagens centrais desenvolverem as suas caracteristicas. Piadas muitas delas sem sentido, muito movimento e pouco mais de novidade.

Na realizaçao do projeto temos Drymon, um diretor de departamento artisitico, argumentista da saga, que tem um estilo mais evoluido técnicamente, mas sem grande primor tecnico. E um projeto de estudio simples, mas sem grande assinatura.

No cast de vozes como vi a versão portuguesa nada irei dizer relativamente às escolhas originais., já que vi a versão portuguesa.


O melhor - A possibilidade das familias irem ao cinema sem grande difiiculdade.

O pior - Num terceiro filme poderia ter ingredientes mais arrojados


Avaliação - C

Blue Moon

 Linklater teve em 2026 um ano hiperativo com dois projetos sobre projetos passados e os seus intervenientes com produçoes em todos os niveis diferentes mas que ambas conseguiram algum valor critico de forma a que principalmente este Blue Moon tenha sido uma presença constante nos premios, embora sem grande favoritismo. Criticamente Linklater nunca foi um realizador de massas e este filme acabou também por não o ser tirando muito das possibilidades reais de entrar na real luta por premios.

Sobre o filme temos um daqueles filmes totalmente baseados na interpretaçao central do filme, quase como um monologo falado com uma intrepretação brutal a todos os niveis que conduz o filme para niveis muito elevados, principalmente porque o argumento de Linklater tem essa capacidade de potenciar momentos comicos, de analisar a personagem e as suas reações e principalmente exibir de uma forma clara que o que dizemos está longe de ser propriamente o que sentimos.

E um filme sobre alcoolismo, sobre fama, sobre como lidar quando ela desaparece, tudo num unico take num unico segmento apos a estreia de uma peça, e a sua festa sequente. E daqueles filmes num espaço, falado e conversado do primeiro ao ultimo minuto, parece que o filme tem que ser curto principalmente pela forma como o filme não tem muita açao visual, mas a qualidade dos dialogos acaba por levar o filme para o patamar que quer.

Por tudo iso não sendo um filme espetacular, e um filme a ver, principalmente pela construçao incrivel de Hawke, uma das melhores interpretações do ano, mas também pela qualidade do argumento intenso, constante que permite as personagens dialogos iconicos, mesmo que a  base da historia e das suas personagens possa ser algo distante da maioria dos espetadores.

O filme fala da festa apos a estreia do musical Broadway!, depois de a peça que marcou a quebra da ligação de um Lorenz Hart marcado pelo alcoolismo do compositor Richard ROgers e a forma como este vive o novo sucesso do seu anterior aliado.

O argumento do filme é ambicioso ao lançar tudo o que quer lançar num unico momento. As personagens acabam por deambular por um espaço, pós estreia, mas os dialogos dão tudo que as personagens necessitam e o final uma retrospetiva muito relevante do preço da fama. Um dos melhores argumentos do ano.

Linklater e um realizador exprimental que tem alguns dos projetos mais ambiciosos dos ultimos anos, principalmente na forma como lida com as suas produçoes. Aqui temos uma realização simples apenas com a artimanha do tamanho do protagonista. Fica a sensação que o filme deixa outros vetores serem os protagonistas.

No cast Hawke num excelente momento de forma tem a sua melhor prestação da carreira, intensa, dificil, capta cada momento e cada dialogo com uma intensidade que é o coração do filme. Um daqueles papeis iconicos que valem uma carreira, que com um filme maior poderia ter outro tipo de resultado ou coroação final. Os secundarios funcionam de uma forma simples, permitindo o brilho maior do seu  protagonista.


O melhor  - Hawke e o guião escrito para ele.

O pior - Um filme baseado apenas em dialogo pode ter um ritmo baixo


Avaliação - B

Saturday, January 03, 2026

The Running Man

Um dos lançamentos comerciais do fim de ano  foi este Remake do classico de ação dos anos 80, que contava com o star value de Glen Powell e uma produção recheada de meios. Tudo neste filme parecia caminhar para o sucesso comercial, com uma campanha de divulgação ao mais alto nivel de Hollywood. As coisas começaram a correr pior desde logo criticamente com avaliações medianas, que faziam antecipar alguma desilusão com o projeto. Faltava o registo comercial e aqui o filme também ficou longe do que se esperava sendo um dos grandes flops comerciais do ano.

O filme ate começa bem, num estilo futurista de uma sociedade autoritaria marcada pelo prazer completo, o filme consegue em muitos momentos introduzir esse espaço com algum rebeldia. QUando a fuga começa o filme segmenta-se um pouco em blocos numa duraçáo longa mas perde a ligação entre partes, com sequencias originais como a de Michael Cera e outras que quase nos esquecemos depois de as ver, o filme vai rodando a um ritmo interessante sem nunca deslumbrar.

O problema do filme é como termina, o facto de ter escondido, um final demasiado vago parece muito pouco para um filme tão longo, fica a noçao que o filme andou a desenvolver demasiado a narrativa para depois a concluir de forma apressada sem chama, sendo que nos filmes de açáo como tudo acaba é fundamental para a sensação final do que vimos.

Por tudo isto podemos dizer que estamos perante um filme que cumpre na primeira metade e defrauda na segunda, é rebelde como se esperava, mas nem sempre consegue manter essa toada na sua duração. Existe momentos em fica a sensação que o filme perde objetividade, quando mais necessitava dela, ficando um sabor que algo não funcionou por completo no projeto.

A historia fala de um individuo que necessita de dinheiro para ajudar a cura da doença da filha que aceita participar num programa de televisao onde tres individuos tem de fugir de implacaveis caçadores ao vivo para toda a população.

Eu confesso que gosto deste tipo de filmes sobre sociedades futuristas, pela maneira como conseguem satirizar e mais que isso amplificar o que as sociedades tem de pior. A introduçao ate funciona com o estilo rebelde de Wright, mas o problema e na forma como desata o nó final, claramente um tiro ao lado que não poderia ocorrer num filme com esta dimensão.

Na realizaçao Wright teve o sucesso total em Baby Driver mas já em The Last Night in Soho pareceu- me algo vago. Aqui tem um estilo intenso, ritmado, mas nem sempre com grande arte estetica. E um realizador disruptivo mas ainda esta longe der ser um grande cineasta.

O cast e repleto, Powell e um heroi de açao unidimensional mas o filme nao necessitava demais. Domingo num estilo mais excentrico ate funciona e Brolin tinha espaço para muito mais na prestação mais sofrivel do filme.


O melhor - A introduçao

O pior - A conclusao


Avaliação -C

Friday, January 02, 2026

Keeper

 Osgood Perkins tornou-se nos ultimos anos uma referência do Thriller psicologico ou mesmo do terror visual com alguns sucessos comerciais e do grande publico, dai que qualquer novo filme ou referênmcia surgem com alguma expetativa de um realizador em crescimento no mercado. Este Keeper, pelo menos do ponto de vista critico ficou longe do sucesso que se tornou Longlegs e The Monkey, com avaliações mais medianas. Comercialmente sem grandes figuras o resultado foi muito modesto principalmente tendo em conta o sucesso anterior do realizador.

Sobre o filme podemos dizer que o mesmo se esconde em grande parte da duração, tudo é estranho o que acaba por não surpreender qualquer que fosse a decisao de como o filme ia acabar. E claro que Perkins consegue ser sinistro visualmente, claro que consegue em muitos momentos ir buscar um incognito assustador, mas fica a ideia que o filme perde totalmente a cola entre a primeira e a segunda parte e que a culpa é de um argumento com muitas dificuldades em preparar o que quer desvendar.

Na fase final, principalmente depois da revelação o filme vai ganhando intensidade, vai crescendo, principalmente do ponto de vista visual, mas parece insuficiente para resgatar o filme que se encontra algo adormecido na deambulaçao da personagem central. O terror ou o Thriller psicologico deve ser dotado de capacidade de prender o espetador e este filme nunca consegue ter essa ponte 

Por tudo isto um claro filme menos de perkins, um daqueles filmes que faz marcha atras no impacto que o realizador vinha tendo no cinema de terror. Os ultimos dez minutos não conseguem resgatar um filme lento, desinteressante e onde apenas o plano estetico dos locais acaba por dar algum enigma ao um filme que fica muito longe, pelo menos da intensidade dos filmes anteriores.

A historia fala de um casal apaixonado que vai festejar um aniversário para um chale de montanha de um do homem do casal, contudo la chegado começam a ocorrer coisas estranhas que colocam em causa as reais intençoes de ambos.

O argumento do filme conjuga um lado paranormal com uma tensão continua em termos do que esconde das intensões das personagens e isso acaba por ser um dos momentos em que o filme se perde no que quer ser. As personagens escondem-se demasiado do filme, nao permitindo responder a muitas perguntas.

PErkins mesmo na minha opinião não sendo brilhante nos filmes anteriores, podendo mesmo achar que foi em momentos sobrevalorizado aqui perde principalmente porque so consegue dar tensão ao filme e mesmo alguma riqueza visual nos ultimos dez minutos e isso é claramente pouco nos dias de hoje.

No cast o filme nao tem estrelas de primeira linha, dando o protagonismo a Maslany uma atriz intensa de sucesso na tv que tenta encontrar espaços no cinema. tem uma personagem intensa mas escondida, ganha os momentos a um Sutherland mais novo que apenas consegue tirar algum proveito da personagem nos ultimos dez minutos e caracterizado.


O melhor - Os ultimos dez minutos visuais

O pior - A forma como o filme de dissipa durante o seu desenvolvimento


Avaliação - C+

Tuesday, December 30, 2025

Sarah's Oil

 Depois do sucesso total que a Angel Studios conseguiu com alguns biopic de pessoas menos conhecidas, apostadas em fazer vincar personalidades, seria obvio que outras operadoras de segunda lina seguissem o mesmo tipo de estrategia com lançamentos wide, de filmes que normalmente são pouco valorizados criticamente mas que tentam ir em busca do El Dorado comercial. Este filme e mais um exemplo deste tipo de estrategia o qual nao foi propriamente brilhante comercialmente pese embora tenha conseguido alguns resultados em termos domesticos.

Sobre o filme podemos dizer que a historia e interessante, a forma politica a luta racial e de poderes e o seu resultado sáo impactantes mas a forma como o filme se debruça com uma novela de segunda linha cheio de cliches nunca acaba por ser o melhor espaço para fazer a historia parecer real, ou o filme conseguir estabelecer em si alguma seriedade que se calhar a historia de base merecia.

O que perde muito este tipo de cinema e o recurso aos cliches, e o perceberem que o filme vai ser todo feito cheio de imprecisoes e pintado para parecer bonito mais do que real e isso tira algum realismo e força da mensagem que e transmitida que parece artificial, mas acaba por funcionar num tipo de cinema comercial que tenta vender o American Dream.

Por tudo isto um filme sem grande sabor, efetuado com procedimentos simples de operadoras de segunda linha sem grandes interpretes ou capacidade de ter valores artisticos diferentes que funciona apenas no aspeto de preencher uma agenda cheia, cada vez mais cheia de titulos sem sabor como este.

A historia fala de uma jovem negra, que em plena segregação racial consegue perceber que a terra que lhe foi dada por uma decisao politica poderia ter petroleo começando a tentar rentabilizar a mesma contra os interesses instalados dos brancos.

A historia de base se trabalhado com realismo poderia ser interessante na forma como poderia explicar os feitos e o que conduziu ao sucesso, em vez disso o filme leva-nos para uma obra de ficção de bons e maus em extremos opostos e cliches decisivos que tiram todo o realismo ao filme.

Na realizaçao temos Nowrasteh um realizador iraniano ja com alguns filmes produzidos por hollywood sem grande sucesso que tem aqui um filme de epoca, sem grande risco nem rasgo, daqueles que passam despercebidos na carreira de qualquer realizador.

No cast Levi nao conseguiu imperar depois de Shazaam na primeira linha de hollywood acabando por preencher o protagonismo neste tipo de filmes que apostam na sua simpatia emocional. A mais pequena Desir JOhnsson tem o protagonismo que e sempre interessante para uma jovem atriz mas sem grande sublinhado.


O melhor - COm realismo seria uma boa historia para contar


O pior - Ser adornada com cliches pouco elaborados


Avaliaçao - D+

Tron: Ares

 Quinze anos depois do mundo de Tron ter sido reinventado já com novos metodos digitais eis que surge a sua sequela com novos personagens, novos padrões visuais e a aposta musical que sempre foi um classico da saga, desta vez assinado por NIN. O filme estreou no verão com algumas ambições comerciais, mas criticamente as coisas não correram bem, algo que já no anterior tinha acontecido. Comercialmente fica a sensação que a saga é muito mais mitica pela algumas minorias do que um filme completo contudo o resultado comercial foi aceitavel, tendo em vista a perceção mais real do valor comercial do filme.

Sobre o filme podemos dizer que um dos grandes problemas de Tron é que o seu mundo, o seu lado filosofico e concetual e muito melhor do que a sua materealização em cada um dos filmes. O paralelismo dos mundos nunca foi propriamente brilhante, a construção do mundo virtual tem falta de elementos e isso dificulta que o filme seja coeso para alimentar uma saga como esta. Neste filme esses defeitos estão presentes e mais que isso existe muito das personagens que nunca é respondido para estender as sequencias de ação de forma a priveligiar onde o filme é mais forte, na componente visual e musical.

Claro que o filme funciona bem em termos visuais, claro que com o passar do tempo e com o desenvolvimento produtivo da maquina de hollywood um conceito visual como Tron vai ficando melhor de filme para filme, embora neste caso o carisma vintage do primeiro filme ainda seja o mais diferenciado. As sequencias ficam maiores, mais espetaculares mas o filme não beneficia muito pois continua confuso, vago e acima de tudo muito das personagens continua por decifrar.

Por tudo isto um mediocre filme de ação com uma riqueza visual, e fica a sensação que o que melhor funciona e o que noutros filmes já tinha sido marcante e acaba por ser um dos cartões de visita do filme, ou seja a sua banda sonora eletronica, neste caso a cargo dos NIN e a forma como pauta o ritmo do filme.

A historia segue o mundo de Tron agora numa luta entre duas empresas para o dominio da tecnologia concretamente da AI materealizada numa personagem que é um guardião do sistema, que acaba por se tornar real no mundo onde vivemos.

O argumento do filme é sofrivel, a base teorica de toda a saga é interessante, atual e metaforica mas fica a sensação que em nenhum dos filmes acabe por ser um trabalho particularmente interessante a sua materialização numa intriga. Aqui também fica a sensação que o filme não consegue criar personagens passiveis de ser a base de uma boa historia 

Na realização Ronning assumiu o leme de um filme de estudio com muita luz, muita cor, mas nem sempre artistico na sua utilização. Um realizador que ja tinha assinado diversos franchising sempre cumprindo com o lado evolutivo dos efeitos sem grande arte e aqui acaba por fazer novamente um trabalho semelhante.

No cast o filme privilegia um quase mecânico Leto como protagonista, algo que tem sido o comum na carreira do mesmo. Não e propriamente um ator em grande forma ou que consiga puxar o filme para um patamar mais alto. Nos secundarios fica um pouco esgotado os atributos de Lee numa personagem tão mecanica e Peeters parece sempre a uma personagem esteriotipada


O melhor - A forma como a musica pauta o ritmo do filme.

O pior - O universo Tron acaba por ser demasiado confuso para um filme tão simples


Avaliação - C-

Monday, December 29, 2025

Amelie Et La Métaphysique des tubes

 Todos os anos quando começam a surgir os nomeados para os premios percursores aos Oscares surge atenção para longas metragens de animação que passaram despercebidas, algumas delas com influencias europeias ou asiaticas que começam a chamar a atenção. Foi isso que aconteceu com este filme frances com clara influencia niponica que brilhou em Cannes com excelentes avaliações e surge agora com expetativa da nomeaçao para o oscar da especialidade. Em termos comerciais não sendo um filme de multidões teve resultados medianos.

Sobre o filme podemos dizer que temos um filme que pese embora seja europeu é claramente um filme de influencia asiatica, não só porque se passa nesse espaço, mas acima de tudo no estilo de comunicação e das personagens. Isso faz com que o filme seja sempre intenso emocionalmente, mas por outro lado fica sempre a sensação que um filme menor quando comparado com a maior parte dos registos semelhantes dos ultimos anos.

O filme é curto, o lado metafisico do filme é na maior parte das vezes incompreensivel não o dotando de dados particularmente relevantes para se tornar diferenciado. Na historia mais de base na relação entre a criança e o prestador de cuidado o filme é mais emotivo, mais sentido e funciona melhor. O que é reflexo de um cinema mais europeu do que propriamente asiatico.

Por tudo isto um competente filme de animação, curto, com um tipo de desenho que vimos muito no cinema oriental, que perde por comparação no que de melhor se faz por aqueles lados. Fica a sensação que num ano com mais concorrencia seria um filme que ficaria pelo caminho da maior parte dos circuitos mas preenche a cota normalmente estabelecido para este tipo de animaçao.

A historia fala-nos de uma nova vida de um ser e da ligação que a mesma faz com uma prestadora de cuidados para o seu desenvolvimento, num contexto social marcado por uma guerra que deixou marcas culturais entre a familia de base e o contexto.

O argumento do filme funciona melhor no plano mais térreo e menos quando tenta funcionar no plano mais metafisico é mais vago, fica a sensação que o filme deambula a procura de algo que não é propriamente muito claro. Na ligação entre as duas personagens principais o filme funciona melhor, mais emotivo, mais intenso e mais direto.

Na realização temos uma ligação entre um realizador asiatico que já tinham colaborado noutros projetos europeus de resultado mais mediano. Este filme vai buscar um estilo de expressão mais classico oriental, que serve os propositos do filme, embora sem o detalhe de outros realizadores.

O cast de vozes funciona sem grandes floridos, embora fique a ideia que neste tipo de filme as vozes são quase irrelevantes.


O melhor - A ligaçao central

O pior - O mundo metafisico


Avaliação - C

She Rides Shotgun

 Num inicio de Dezembro em que a Prime esteve hiperatica com filmes para todos os gostos para preencher espaços festivos, eis que tambvém surgiu um filme de ação total com um Egerton cada vez mais um ator de ação o filme estreou com boas criticas, mas acabou por ficar um pouco aquem em termos comerciais se calhar porque a competição criada pela propria operadora não facilitou o percurso comercial do filme.

Sobre o filme podemos dizer que temos um filme com uma estrutura simples, apostado num jogo do gato e do rato de um pai e uma filha preseguidos por um terrivel gang apenas com a ajuda de um inspetor que analisou o caso de uma forma mais global. não é um filme com grande conteúdo, diálogo ou personagem é um filme de ação puro com sequencias razoaveis, mesmo sendo um claro serie B.

E um filme que encaixa no perfil que normalmente o streaming se propõem um filme sem grande narrativa, que exige pouco do espetador, embora um pouco longo para o estilo, nota-se que uma ou outra cena poderia ser totalmente cortada sem que a forma de comunicar do filme sofresse grandes alterações significativas.

Por tudo isto um standart filme de ação, que tem como maior proposito criar um pouco um Egerton proximo de um Neeson como heroi disruptivo de ação. Não e um filme de grande estudio e isso limita algumas sequencias de ação, mas cumpre os curtos objetivos que se propõem. E um filme para passar o tempo tipico de streaming de base.

A historia segue um pai que rapta a sua filha depois da mãe da mesma ter sido assasinada começando uma fuga em virtude de ambos estarem na lista de pessoas a matar de um terrivel gang, que conduz a uma fuga onde ninguem confia em ninguem.

O argumento de base do filme é simples em todos os momentos, personagens pouco trabalhadas, dialogos curtos, uma intriga previsivel. Mesmo assim como tem objetivos curtos o filme vai de encontro aos mesmos com alguma simplicidade acabando por nesses momentos cumprir o que se propoem, entreter sem entusiasmar.

Na realizaçao temos Nick Rowland um realizador que vem do cinema britanico mais independente com alguns premios mas que não tem conseguido assumir-se por si só nas longas metragens. Temos um filme apesar de ação simples, sem grande risco ou protagonismo estetico, mas é um filme funcional.

No cast Egerton tornou-se num heroi de ação algo improvavel depois do seu Elton John, não foi um ator que evoluiu particularmente e esta fuga parece-me a possível em face dos atributos que o ator demonstra. Nos secundários fica a ideia que o filme não é muito potenciado.


O melhor - A capacidade do filme preencher os objetivos minimos.

O pior - Sendo um filme algo simples, necessitava de mais trabalho na realização


Avaliação - C+

Sunday, December 28, 2025

Bugonia

 Lathimos e Emma Stone estão numa colaboraçao imparavel que já conduziu a atriz ao seu segundo oscar da academia e os mesmos continuam a colaborar em diversos e arriscados projetos, os ultimos dos quais com Jess Plemons a apoiar. Este Bugonia estreou com avaliações positivas mas longe do lado mais hollywodesco funcional que foi tendo em projetos anteriores. Comercialmente os resultados tiveram longe principalmente do sucesso de Poor Things.

Sobre o filme podemos dizer que na primeira parte do filme temos um Lathimos mais normal, com uma estrutura narrativa mais linear que acaba por criar uma boa intensidade narrativa, alimentada essencialmente nas teorias da consipiração e na satira a esse tipo de personalidade. Tem momentos de dialogos de primeiro nivel e o filme consegue ir encontrar esses momentos por diversas vezes com poucos o conseguem fazer.

Na segunda parte e principalmente na conclusão aparece a excentricidade de Lathimos e o filme acaba por dar a passagem total ao espetador. E a cereja que o realizador prepara para fazer o jogo do gato e do rato com o espetador, num filme que parece durante muito tempo o mais simplista do realizador para no final o mesmo nos ensinar que não é bem assim, e nesse particular o efeito choque funciona por completo.

Por tudo isto não sendo o filme mais original ou estetico do realizador acaba por ser um dos filmes mais eficaz a cumprir os seus objetivos principalmente comparando com a opera excentrica de Poor Things ou o exagero narrativo do anterior. Lathimos pode ter um filme mais distante da estetica que os seus fãs mais gostaram mas fica a ideia que sabe o que quer fazer com a sua historia.

A historia segue um duo de primos que acabam por raptar uma magnata de uma empresa farmaceutica depois de alimentarem uma teoria da consipiraçáo que levam a pensar que a mesma se trata de uma poderosa rainha alienasna com o objetivo de dominar a terra.

O argumento do filme pode inicialmente parecer confuso no paralelismo, mas no final tudo faz sentido. A escolha final acaba por ser um momento forte no filme pela forma como ludibria como poucos o espetador. E um filme com bons dialogos embora por vezes exagerados na forma.

Lathimos foi um realizador que surgiu para fazer a diferença estetica e narrativa e conseguiu marcar a sua posição.E dos seus filmes menos esteticos mas mais adultos. E um filme que quer fazer funcionar a historia e os dialogos e como realizador ficou mais comedido. Podemos gostar muito ou menos mas ninguem fica indiferente ao realizador grego.

No cast Stone ganhou muito pelo facto de a fazer arriscar em papeis intensos que marcam qualquer tipo de carreira. Não sendo o seu melhor papel, e forte, de uma atriz num nivel altissimo. Plemons e quem domina o filme, ganhando algum estatuto nesta colaboraçao que tem aqui o projeto mais forte, veremos se suficiente para o conduzir a nomeaçao ao oscar.


O melhor - O final

O pior - Pode ser muito terreo para lathimos


Avaliação - B

Merv

 A quantidade de filmes de Natal das diferentes operadoras de Streaming é cada vez mais elevado que dá espaço para tudo, até para um filme de natal com um protagonista canideo, numa especie de comedia romantica para serões de inverno pouco exigentes. Criticamente este projeto da Prime passou por uma mediocridade sofrivel, comercialmente fica a ideia que o projeto simples poderá chegar uma larga população cada vez mais entregue a Prime.

Sobre o filme podemos dizer que temos uma tipica comedia romantica, cheia de cliches e vazia de novos atributos. Temos um animal protagonista, para chegar a um publico Pet Frendly que acaba por ser o ponto mais diferenciador do filme, ja vimos isto com crianças, agora temos uma adaptação para cães sem grandes diferenças, num filme que sabemos como se vai desenvolver do primeiro ao ultimo minuto.

Sobre a comedia romantica um dos pontos importantes para a quimica de um casal e percebermos o que os separa, e neste filme isso nunca é trabalhado ou potenciado e o filme acaba por conduzir-se a um ritmo lento para um intriga que fica a sensação nunca realmente existir. Num cinema onde cada vez existe mais projetos para todos os gostos, pelo menos do ponto de vista romantico não chega uma dança entre os dois para criar o que outros pontos não chegam.

Por tudo isto temos um filme pouco trabalhado, que tenta sublinhar o lado do animal de estimação como ligaçao entre personagens, mas pouco mais, em termos de humor fica sempre a sensação que o espirito que o filme quer ter, acaba por não proporcionar grandes gargalhadas, e o resto fica a sensação que ja vimos muito melhor quer em termos de filmes de animais quer em comedias romanticas.

O filme fala de um ex casal que tem que se juntar novamente depois do cão que tem guarda partilhada começar a evidenciar sinais de depressão o que leva a que o casal se tenha de organizar para tentar ultrapassar os problemas do cão.

O argumento do filme é simples, fica a sensação qiue as personagens acava por ser algo limitado, e em termos de humor o filme é um total deserto de ideias. Ja vimos muito melhor do que temos hoje, mas é pouco, so podendo funcionar em streaming.

Na realizaçao temos Swale uma realizadora de comedias simplistas, aqui pouco trabalhada esteticamente numa comedia simples de estudio com poucos atributos. Este tipo de registo acaba por ser para carreiras totalmente simples sem grandes sublinhados.

No cast temos uma dupla de atores que procuram o seu espaço depois de anos mais fortes. Cox tem dificuldade em ir para alem do seu papel MArvel, e aqui tambem parece fora de tom. No que diz respeito a Deschanel fica a ideia que a menina descontraida desapareceu e tornou-se em algo com pouca quimica com o espetador.


O melhor - Uma comedia sem grandes pertensões de natal.

O pior - A incapacidade do filme ter qualquer tipo de graça.


Avaliação - C-